VLTs chegam ao Rio de Janeiro e consolidam expansão no Brasil

Os VLTs (Video Lottery Terminals) começam a redesenhar o cenário das loterias brasileiras. Depois do Paraná e da Paraíba, agora é o Rio de Janeiro que adota o modelo, buscando modernizar a oferta de jogos e ampliar a arrecadação. VLTs no Brasil: um avanço regulatório O governador Claudio Castro assinou decreto que autoriza a instalação dos terminais no estado do Rio de Janeiro. A iniciativa segue a trilha de outros estados e coloca os VLTs como alternativa legal diante da ausência de cassinos físicos no país. Onde já funcionam os VLTs O Brasil já tem operações ativas: Paraná (via Lottopar) Paraíba (pela Lotep) Municípios de São Paulo, como São Vicente Segundo a Associação Nacional das Loterias Municipais e Estaduais (Analome), mais de 200 cidades já aprovaram legislações locais permitindo a modalidade. Estrutura e requisitos técnicos No Rio de Janeiro, a Loterj instituiu uma comissão interna para preparar a operação. O relatório elaborado inclui: autenticação biométrica (KYC), integração de pagamentos via Pix, mecanismos de prevenção à lavagem de dinheiro, normas para credenciamento de estabelecimentos. A proposta busca equilibrar conveniência ao jogador e segurança regulatória. VLTs x caça-níqueis: diferenças essenciais Embora semelhantes visualmente, há distinções claras: VLTs: conectados a um banco central de bilhetes eletrônicos pré-definidos. Cada jogada sorteia um bilhete, simulando a lógica da loteria tradicional. Caça-níqueis (slots): baseados em sorteio randômico, com RTP variável, e proibidos no Brasil. O decreto fluminense reforça a proibição de caça-níqueis e equipamentos paralelos em ambientes credenciados. Base legal A adoção dos VLTs encontra respaldo na legislação: Lei nº 13.756/2018 – reestrutura a exploração de loterias. Lei nº 14.790/2023 – regulamenta apostas de quota fixa. Já o artigo 14 da Lei 14.790/23 estabelece que as apostas esportivas de quota fixa devem ser exclusivamente online, sem oferta em terminais físic