VBET Brasil enfrenta denúncias trabalhistas, calote e censura interna
O dia 15 de abril de 2025 poderia ter sido apenas mais uma manhã comum para os colaboradores da Atomos.
Ex-funcionários relatam abandono, violações de direitos e tentativas de silenciar
O dia 15 de abril de 2025 poderia ter sido apenas mais uma manhã comum para os colaboradores da Atomos, empresa que prestava serviços para a VBET Brasil. No entanto, foi nessa data que mais de 100 trabalhadores receberam, de maneira fria e genérica, um e-mail de desligamento coletivo.
À primeira leitura, o comunicado parecia seguir o tom padrão de empresas em reestruturação: agradecimentos formais, reconhecimento pelos serviços prestados e orientações para encerramento de atividades. Nenhuma menção a prazos de pagamento, exames demissionais ou orientações sobre o processo de acerto final. Apenas um corte abrupto, seguido de um "obrigado" vazio e, a partir dali, o silêncio.
O que se seguiu foi uma sucessão de erros, omissões e negligências que agora colocam a VBET Brasil e Atomos no centro de uma das mais graves denúncias trabalhistas recentes no setor de apostas online.
VBET Brasil é alvo de denúncias trabalhistas: Prazos descumpridos e direitos ignorados
De acordo com a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), as verbas rescisórias devem ser quitadas até o décimo dia após o término do contrato. No caso dos demitidos em 15 de abril, o prazo expirou em 25 de abril de 2025.
Passados vários dias, dezenas de ex-funcionários relatam que não receberam absolutamente nada: nem verbas rescisórias, nem férias proporcionais, nem liberação de documentos para o seguro-desemprego. Não houve baixa nas carteiras digitais, nem qualquer comunicação formal.
Entre os demitidos há gestantes, mães em licença-maternidade e trabalhadores em férias. Todos deixados sem respostas ou garantias mínimas.
Uma ex-funcionária, demitida no meio do período de férias, descobriu que estava grávida pouco depois da comunicação de desligamento. Segundo relatos, ela tentou contato por e-mail e telefone diversas vezes, mas nunca obteve resposta da empresa. “Sumiram completamente”, conta um colega próximo à situação.
Além disso, relatos apontam que muitos trabalhadores sequer foram chamados para a realização dos exames demissionais obrigatórios.
Tentativas de denúncias sufocadas
Sem respostas internas, ex-funcionários passaram a usar as redes sociais para expor o descaso, especialmente no Instagram da VBET Brasil, onde publicações promocionais seguiam normalmente.
Denúncias em mídias sociais da Vbet
As manifestações, no entanto, foram rapidamente apagadas.
“A gente comentava, e em menos de uma hora o comentário sumia”, relata uma ex-colaboradora.
Sem espaço nos canais oficiais, os trabalhadores recorreram a grupos no LinkedIn, fóruns profissionais e até páginas de terceiros, como as do Botafogo — clube patrocinado pela marca — para trazer visibilidade ao caso.
Desde março, problemas financeiros eram percebidos dentro da Vbet. Salários, antes pa