Sistema de autoexclusão unificado vai permitir bloqueio em todas as bets
Governo prepara mecanismo inédito para exclusão simultânea em bets Reportagem do Globo Online revelou que o Ministério da Fazenda trabalha no desenvolvimento de um sistema nacional que permitirá ao apostador encerrar, de uma só vez, todas as contas abertas em sites de apostas esportivas e jogos on-line. A medida faz parte das entregas do grupo interministerial voltado à redução dos impactos das apostas na saúde pública, que envolve também o Ministério da Saúde, o Ministério do Esporte e a Secretaria de Comunicação Social da Presidência. Como funciona hoje — e o que muda com a unificação Atualmente, cada casa de apostas autorizada é obrigada a manter um canal de autoexclusão em seu próprio site. Na prática, o jogador que deseja encerrar contas precisa repetir o processo em cada plataforma em que possui cadastro. O novo sistema unificado busca eliminar essa barreira. Com ele, bastaria um único acesso para encerrar todas as contas vinculadas ao CPF do apostador em bets legalizadas. Além disso, a ferramenta bloquearia o envio de publicidade de jogos e apostas a quem acionou a exclusão. Medidas paralelas em saúde e esporte O pacote do governo não se limita à exclusão de contas. O Ministério da Saúde deve investir na capacitação de profissionais do Sistema Único de Saúde (SUS) para atendimento especializado em ludopatia — o vício em jogos e apostas. Já o Ministério do Esporte planeja um programa educativo voltado a atletas, com foco em manipulação de resultados e conduta em relação às apostas ao longo da carreira esportiva. Números do mercado: crescimento e repressão ao ilegal Segundo dados da Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA/MF), 17,7 milhões de pessoas acessaram sistemas de apostas regularizados apenas no primeiro semestre de 2025. No mesmo período, mais de 15,4 mil páginas ilegais foram derrubadas. Ainda assim, o setor legalizado mostrou força: o Gross Gaming Revenue (GGR) — receita bruta das bets licenciadas — chegou a R$ 17,4 bilhões nos primeiros seis meses do a