Priscila Simões fala sobre apostas, bastidores e a ética na divulgação
Priscila Simões fala sobre apostas, erros na divulgação de casas suspeitas e como transformou sua experiência pessoal em defesa do jogo responsável.
Enquanto muitos influenciadores entraram no universo das apostas com foco em contratos e monetização, Priscila Simões trilhou o caminho inverso. Começou jogando.
E, só depois de entender o ambiente — com suas possibilidades, riscos e mecanismos —, decidiu que faria parte dele profissionalmente, com critérios claros para divulgação de marcas e responsabilidade com quem acompanha.
Com mais de 14 anos de trajetória na internet, Priscila Simões compartilha nesta entrevista sua transição do lifestyle ao iGaming, os bastidores das apostas no Brasil e os critérios que adota na divulgação de marcas — além do que considera essencial para que criadores de conteúdo cresçam nesse mercado sem comprometer sua integridade.
TRAJETÓRIA: DO LIFESTYLE ÀS APOSTAS
Portal FA: Antes das apostas, seu conteúdo era focado em lifestyle. Quando e por que você decidiu começar a divulgar casas de apostas? Foi uma escolha estratégica ou surgiu como oportunidade?
Comecei a divulgar porque comecei a jogar! Foi tudo muito natural, eu comecei jogando Double e Aviator e depois, com tempo e experiência de como funcionava uma casa de apostas, conheci os Slots e me encontrei!
Portal FA: Lembra qual foi a primeira campanha de apostas que você fechou? O que te chamou atenção naquela proposta — o cachê, a marca, a liberdade criativa?
Eu sou da época das casas chinesas, do boom que deu quando elas chegaram aqui no Brasil, mas antes de divulgar eu jogava, então muitas coisas foram acontecendo no caminho e eu fui vendo a quantidade de golpes que os jogadores poderiam tomar, então migrei para as casas “nacionais” e que estavam operando de maneira legalizada aqui no Brasil. Eu sempre fui muito transparente e responsável com o meu público, então, antes de avaliar o cachê, eu avalio a idoneidade da casa, a segurança para quem joga e os benefícios que podemos conquistar juntos dentro da casa!
Portal FA: Você percebeu alguma resistência do seu público no início? Teve queda de engajamento ou comentários negativos quando passou a falar de apostas?
Como foi algo muito natural, o público foi conhecendo os jogos e aprendendo a jogar junto comigo. Claro que o preconceito existe, mas eu sempre fui muito verdadeira sobre esse mundo, sempre divulguei da maneira mais responsável possível, antes mesmo da regulamentação. Inclusive, quando eu profissionalizei essa parte das apostas e levei isso como um trabalho, contratei uma assessoria jurídica para me orientar da melhor maneira possível, pois tenho uma credibilidade que foi conquistada nesses 14 anos, não queria “quebrar” ela por conta dos jogos.
Portal FA: Na prática, como foi o processo de adaptação? Você estudou o setor, buscou entender a regulamentação, ou aprendeu no dia a dia com os jobs?
Aprendi conforme as coisas foram acontecendo, eu sempre gostei muito de estudar e entender como as coisas funcionam e nesse mercado não foi diferente. Principalmente depois da regulamentação onde eu vi que o iGaming estava crescendo cada vez mais, então e