Playtech é exposta como cliente secreta da Black Cube em campanha contra a Evolution

Playtech é revelada como mandante de relatório secreto da Black Cube contra a Evolution. Caso expõe guerra corporativa bilionária e abala confiança no s...

Cinco anos de especulações, audiências e versões contraditórias culminaram num veredito que abalou a indústria mundial de cassinos online: a Playtech foi identificada como a mandante do relatório secreto da Black Cube que acusava a Evolution de atuar em mercados ilegais.

A revelação partiu de uma ordem do Tribunal Superior de Nova Jersey, que obrigou a agência de inteligência privada Black Cube a revelar o nome do cliente por trás da investigação.

O documento, produzido em 2021 e enviado a reguladores dos Estados Unidos, foi descrito pela Evolution como uma “campanha difamatória deliberada e fabricada”, com o único propósito de destruir sua credibilidade no mercado.

A operação: personas falsas, gravações secretas e narrativas manipuladas

Segundo os autos do processo, agentes contratados pela Black Cube usaram identidades fictícias, disfarces e perfis empresariais falsos para se infiltrar no ecossistema da Evolution.

A investigação envolveu contatos com ex-funcionários e gravações ocultas de reuniões, posteriormente editadas para reforçar uma narrativa de que a empresa sueca fornecia jogos a operadores não licenciados em jurisdições restritas.

O material foi então repassado ao escritório Calcagni & Kanefsky LLP, encarregado de entregar o relatório às autoridades de Nova Jersey e Pensilvânia.

De acordo com a ação judicial, o escritório recebeu cerca de US$ 33 mil por essa intermediação. A divulgação pública teria sido organizada pela pequena agência HeraldPR, por cerca de US$ 10 mil.

Pouco tempo depois, o conteúdo chegou à imprensa, gerando manchetes sobre supostas irregularidades da Evolution — acusações que os reguladores rejeitariam integralmente em 2024, após duas investigações formais.

A resposta da Evolution: “Uma farsa de £1,8 milhão”

A Evolution afirma que a Playtech desembolsou aproximadamente £1,8 milhão para financiar o relatório e coordenar sua entrega a órgãos fiscalizadores e veículos de mídia.

A empresa classifica a operação como “um dos episódios mais antiéticos da história recente do setor” e alega danos bilionários em reputação e valor de mercado.

“É inaceitável que um concorrente use uma empresa de espionagem para fabricar acusações e minar nossa imagem global. Esse relatório foi considerado falso por dois reguladores e pela Justiça americana”, declarou a Evolution em comunicado.

O processo foi ampliado para incluir formalmente a Playtech como ré. A ação, que tramita desde 2021, deve se estender até 2026.

A defesa da Playtech: “Não foi difamação — foi due diligence”

A Playtech nega categoricamente ter promovido qualquer campanha de difamação e afirma que o relatório foi um levantamento legítimo, conduzido dentro da lei.

Segundo a empresa, a investigação buscava “entender e confirmar preocupações levantadas por reguladores e parceiros comerciais” sobre possíveis práticas irregulares da Evolution.

“Acreditamos que a análise da Black Cube aborda temas de grande importância regulatória. A investigação foi conduzida c