Plano do governo contra o jogo problemático aposta em autoexclusão e capacitação do SUS

Governo lança pacote para enfrentar o jogo problemático O Brasil acaba de ganhar seu primeiro plano integrado para lidar com os riscos do jogo problemático. O relatório final do Grupo de Trabalho Interministerial (GTI), divulgado em 29 de setembro, apresenta medidas que vão desde a criação de uma plataforma nacional de autoexclusão até a qualificação de 20 mil profissionais do Sistema Único de Saúde (SUS). A iniciativa reúne quatro ministérios — Fazenda, Saúde e Esporte, além da Secretaria de Comunicação Social da Presidência — sob coordenação da Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA). Segundo Regis Dudena, secretário da SPA, o objetivo central é claro: “proteger apostadores e a economia popular, reduzindo as externalidades negativas das apostas de quota fixa”. Autoexclusão centralizada: bloqueio total em todos os sites autorizados Um dos pilares do plano é a plataforma nacional de autoexclusão, prevista para entrar em operação ainda em 2025. O sistema permitirá que qualquer apostador bloqueie seu CPF em todas as casas de apostas licenciadas pela SPA, o que inclui: cancelamento do acesso imediato a sites e aplicativos autorizados; proibição de novos cadastros; interrupção do recebimento de publicidade direcionada. Embora a autoexclusão já fosse exigida de forma isolada pelas operadoras, a unificação é vista como avanço decisivo para reduzir danos associados ao jogo problemático. SUS na linha de frente: 20 mil profissionais qualificados Outra frente relevante é a capacitação da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS-SUS). O Ministério da Saúde, em parceria com a Fiocruz Brasília, vai ofertar um curso autoinstrucional de 45 horas para 20 mil profissionais da rede. Marcelo Kimati, diretor do Departamento de Saúde Mental, Álcool e outras Drogas, explicou que o treinamento busca fortalecer equipes já existentes: “A prioridade é preparar a RAPS para atender pessoas com problemas relacionados às apostas e coordenar as ações previstas pelo governo.” Autoteste de saúde m