Quem é o brasileiro das apostas esportivas — e quanto gasta, segundo pesquisa da Globo
Pesquisa sobre Apostas Esportivas no Brasil revela quem aposta, quanto gasta e como se informa em 2025, com perfis, frequência e hábitos.
Reportagem especial baseada na Pesquisa Exclusiva Globo (maio/2025), com 1.000 entrevistas online em parceria com a Offerwise. Referência pública: BNL Data — “Grupo Globo apresenta pesquisa sobre apostadores brasileiros”.
O Brasil regulamentou. O hype passou, a poeira assentou, e o jogador comum continuou lá: depositando R$50, sacando R$80 quando dá, errando “bilhete pronto” e, principalmente, tratando aposta como lazer. Sete em cada dez dizem jogar por diversão (72%). O resto do mercado? Precisa ouvir. E ajustar o discurso.
O que esta pesquisa mediu (e por que importa)
Objetivo: mapear o cenário pós-regulamentação, entender motivações, perfis e relação com mídia — de quem aposta e de quem não aposta.
Amostra: 1.000 casos (59% apostadores; 41% não apostadores) — H/M 18+; Brasil.
Metodologia: online quantitativa (Offerwise).
O perfil demográfico do apostador
Gênero: 66% masculino e 34% feminino.
Idade: base larga — 41% entre 25-44; 18% têm 55+.
Região: concentração no Sudeste (48%), mas Nordeste (23%) e Sul (18%) ocupam espaço.
Classe/Renda: predominância de classe C (45%); 57% ganham até R$5.424/mês.
Tradução crua: é a classe média real e a classe trabalhadora financiando o setor — não a “elite das tips”. É com esse público que marcas, mídia e políticas públicas precisam falar.
Três perfis que disputam a narrativa
1) Conservador — evita risco, gasta pouco, confia no conhecido
Frequência: 49% “medium users” (1–3x/semana).
Ticket: 76% investem até R$100/mês.
Mídia: TV aberta/Paga de esporte (TV Globo, SporTV), ge.globo e programas semanais.
Crenças: marcas conhecidas = mais confiáveis; aprovação a publicidade educativa e de responsabilidade.
Baixo risco e ticket até R$100/mês; SporTV/TV Globo e ge.globo em destaque; preferência por comunicação educativa. (Fonte: Pesquisa Exclusiva Globo)
2) Moderado — preserva a segurança, mas arrisca às vezes