O que é dinheiro FIAT?
Você já ouviu falar sobre dinheiro FIAT? O termo está relacionado ao dinheiro "real", ou seja, a moeda que o seu país considera oficial.
A gente já começa afirmando que dinheiro FIAT não é nada relacionado a veículos e muito menos à montadora italiana, dona do famoso “uno de firma”.
O termo fiat está relacionado ao dinheiro “real”, ou seja, a moeda que o governo do seu país considera como oficial para movimentações e trocas financeiras do dia a dia, como é o dólar nos Estados Unidos e o Euro para os países que fazem parte da União Europeia e o Real aqui para o Brasil.
Fiat também está relacionado à confiança que o mercado possui sobre as moedas, se existe certeza de que as transações poderão ser realizadas e se o valor se sobressai ao lastro existente do papel.
Elas também podem ser chamadas de moedas fiduciárias que remetem a fidúcia, termo que remete a moedas que não tem lastro em algo como por exemplo prata ou ouro, essa falta de lastro faz com que as moedas fiduciárias sejam percebidas pela maior ou menor confiança nos governos e instituições.
Para muitos economistas, o dinheiro FIAT pode ser caracterizado por outros tipos de “moeda”, como ativos, títulos do governo e até criptomoedas.
O dinheiro FIAT precisa ter lastro?
Imagine você pegar um papel qualquer e dizer que ele possui determinado “valor” e que com ele é possível comprar o que se deseja apenas confiando na quantia que o papel representa. Esse é o raciocínio que temos desde que trocamos as práticas de compra e venda da antiguidade, o escambo.
Substituímos a troca de um bem por outro bem por uma cédula. Mas, para isso funcionar, foi necessário confiar que aquele papel representava, de forma simbólica, determinada quantia.
Quando as moedas foram surgindo, a doutrina econômica desenvolvimentista sempre optou por acreditar que as moedas só poderiam funcionar se estivessem baseadas no “lastro ouro”, ou seja, se houvesse R$ 1 mil em papéis eles só seriam válidos se houvesse R$ 1 mil em ouro, já que o metal precioso é o artigo menos volátil às instabilidades econômicas das nações.
No entanto, com o passar dos anos a situação foi ficando diferente, os governos de vários países acabaram com o lastro em suas moedas, principalmente após a primeira e segunda guerra mundial, com isso os Estados Unidos, que era o principal fornecedor de insumos para a Europa pós guerra, decidiu que manteria o lastro em dólar, isso fez com que os bancos centrais do mundo todo comprassem dólar, na esperança de que poderiam resgatar o ouro a qualquer momento.
Em 1971 o então presidente dos Estados Unidos Richard Nixon, acabou com o lastro em ouro do Dólar, os países que acreditaram nos EUA, agora estavam desconfiados com a vasta impressão de dólar pelos EUA, começaram a solicitar o resgate em ouro, levanto Nixon a acabar com o padrão ouro.
Algumas crises mais recentes levaram os governos a imprimirem moeda para sanar a crise causada, algumas das crises que mais injetaram moeda na economia foram:
Crise de 29 nos Estados Unidos;
A super safra de café no Brasil da era de Getúlio Vargas;