O ataque à Superbet – Parte 1: a noite em que tentaram me calar

A Superbet foi atacada e meu time acabou envolvido sem querer nesse escândalo - e tentaram me calar...

Na quinta-feira, 18 de abril, às 20h13, recebi uma mensagem que gelou a espinha:

Print sem os dados do denunciante sobre o ataque contra a Superbet na noite de sexta-feira santa

O alerta era claro. E o medo foi imediato.

Meu time travou. Tentamos falar com o nosso jurídico, mas já era tarde — sem resposta. E aí veio o desespero:

“Se a gente sabe do que vai acontecer e não faz nada, vão jogar a gente no mesmo saco.”

Sem saber o que era certo ou errado, fizemos o que deu pra fazer.

Foi medo. Foi ignorância. E foi, também, um mínimo de consciência.

Às 21h, começamos a avisar algumas pessoas próximas, deixando claro que não tínhamos nada a ver com o que tava pra acontecer. Mais tarde, por volta das 23h, tentamos contato com o suporte da Superbet. A fila estava lotada.

O ataque já estava em andamento.

Postamos um story mostrando a tentativa de contato, com print da fila. A intenção era simples: provar que tentamos fazer algo, que não ficamos omissos.

Não por heroísmo. Mas porque tínhamos medo de ser implicados no ataque.

E foi aí que o inferno começou.

Vieram as ameaças de morte. Gente dizendo que ia me encontrar. Que uma surpresa me esperava no dia seguinte. Mensagens dizendo que se a casa rouba, o método é justiça. E quem atrapalha, paga.

Seguidores começaram a avisar que grupos organizados de métodos estavam orquestrando denúncias contra meu perfil. Falaram em mais de 800 denúncias simultâneas. Resultado: postagens fora do ar. Stories apagados.

Ataque contra minha conta no Instagram

E tudo isso porque eu tentei avisar uma casa de apostas que ela estava sendo atacada, por medo de ser implicado nesse ataque.

Hoje, 20 de abril, consegui falar com o nosso jurídico. E aí veio a resposta que muda tudo:

Não temos nenhuma obrigação legal de alertar uma casa de apostas sobre um ataque.

Isso está garantido pelo art. 5º, inciso II da Constituição Federal, que afirma:

“ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei.”