Enquanto o governo lucra com cassino pirata, o jogador paga a conta

O governo não vai acabar com os cassinos piratas — porque ele lucra com eles Quem joga em site pirata pode estar achando que está fugindo do sistema. Mas na prática, está entrando direto na mira da Receita Federal. De acordo com a Solução de Consulta nº 2, de 16 de janeiro de 2025, os prêmios obtidos em jogos e apostas realizados no exterior, inclusive de forma online, são tributados mensalmente pelo carnê-leão, com alíquota que pode chegar a 27,5% — e o pior: sem qualquer possibilidade de abater prejuízos ou compensar perdas. Ou seja, mesmo que você perca dinheiro apostando em site pirata, o simples fato de sacar já pode ser considerado rendimento tributável. Enquanto isso, quem joga em casa licenciada paga 15% de imposto sobre o lucro líquido, com apuração anual e direito a desconto de perdas. O governo lucra com cassino pirata não porque legalizou — mas porque deixa operar e tributa quem joga. Governo lucra com cassino pirata, mas não protege o jogador E onde entra o governo nessa história? Simples: ele não bloqueia, não fiscaliza, não pune... mas tributa. Porque no fim, o governo lucra com cassino pirata. A verdade é que o sistema atual favorece o cassino pirata. E quem paga a conta é o jogador. No nosso artigo "Governo fatura com bets enquanto o mercado legal segue travado", mostramos que o governo arrecada mais de R$ 7 milhões por mês com as legalizadas. Mas as travas continuam: apps barrados, publicidade censurada, bônus proibido. Já nos cassinos piratas? Tudo liberado. Cassino pirata pode parecer vantajoso, mas o imposto de até 27,5% pega direto no CPF do jogador. Não é teoria. O próprio Estado admitiu Durante audiência no STF, o presidente da Anatel, Carlos Baigorri, foi claro: “O Estado brasileiro não tem estrutura para conter a pirataria” E ele tem razão. Há falta de coordenação entre órgãos, burocracia sufocante e desconhecimento do setor. O presidente do Conar também reconheceu: 80% das denúncias que recebem são contra operadores ilegais, que não