Uma aposta sem transparência: demissões em massa expõem bastidores da Viva Sorte Bet

Demissões em massa expõem clima tenso e falta de gestão na Viva Sorte Bet.

Na noite da última sexta-feira (6), um comunicado inesperado pegou dezenas de funcionários da Viva Sorte Bet de surpresa.

Enviado por e-mail às 20h30, o aviso informava a demissão imediata de toda a equipe de gestão da empresa, incluindo o CEO, profissional com experiência em grandes nomes do setor como Parimatch e VBET. Nenhuma justificativa acompanhava a decisão.

Poucos dias depois, na segunda-feira (9), cerca de trinta colaboradores também foram dispensados, elevando o número total de desligamentos para mais de 80% da equipe.

No lugar de explicações, restaram especulações e um novo grupo de WhatsApp criado por Renato Ambrósio, sócio-fundador da empresa.

"Olá pessoal! Novo grupo da bet que será inserida a nova gestão", dizia a única mensagem enviada aos poucos que permaneceram.

Da promessa ao silêncio: o que se sabe até agora

Segundo relatos de ex-funcionários, a justificativa informal apresentada ao CEO teria sido a venda da empresa.

No entanto, não houve qualquer comunicação oficial sobre o processo de aquisição, tampouco uma confirmação da desativação definitiva das operações.

A ausência de critérios claros nas demissões e a permanência pontual de alguns colaboradores acentuaram a dúvida: trata-se mesmo de uma transição de gestão ou de um layoff disfarçado?

Ex-coordenadores relatam que não houve qualquer feedback de performance e apontam que a mudança repentina pode estar relacionada a preferências pessoais dos sócios ou à insatisfação com os rumos operacionais.

"Tivemos dificuldades em seguir com campanhas porque as direções passadas ignoravam completamente as regras de regulamentação e forçavam abordagens publicitárias abusivas", diz um ex-membro do marketing.

Clima de tensão: gestão sob críticas internas

Vários relatos recebidos pelo Portal Fred Azevzdo apontam para um ambiente de trabalho instável e centralizado.

Funcionários alegam que o microgerenciamento dos sócios, a falta de experiência no setor e a conduta agressiva de Renato Ambrósio dificultavam a gestão do dia a dia.

"Sempre sentimos que a empresa não tinha um plano claro. As ideias mudavam a todo momento, e havia um medo constante de represálias", disse outro ex-funcionário, sob anonimato.

Renato Ambrósio, conhecido por participações em programas televisivos e por seu envolvimento em ações filantrópicas, mantém uma imagem pública de responsabilidade social.

Internamente, sua postura foi descrita por alguns ex-colaboradores como impulsiva e desrespeitosa, segundo relatos colhidos sob anonimato. Circulou à época um vídeo, segundo relatos de funcionários e postagens nas redes sociais, em que o empresário teria usado linguagem ofensiva ao se referir a chineses durante uma transmissão ao vivo na Band.

O que pode estar por trás do corte em massa?

Embora o discurso da venda da empresa tenha sido utilizado como justificativa extraoficial, há rumores de que a decisão tenha sido motivada por questões internas de insatisfação com a equipe ou por problemas de g