Delgatti & Robinho S/A: A aposta mais improvável do Brasil
Parece piada pronta. Mas não é. O hacker Walter Delgatti Neto — conhecido por invadir o Telegram de autoridades da Lava-Jato e por forjar um mandado contra o ministro Alexandre de Moraes — anunciou de dentro da penitenciária de Tremembé o plano de lançar uma casa de apostas esportivas ao lado de Robinho, ex-jogador condenado por estupro na Itália. A dupla cumpre pena na mesma unidade prisional, mas já fala em sociedade para o “day after”. Um negócio que misturaria fama, escândalo e tecnologia — com o selo de um presídio de segurança máxima. O caso e a proposta de sociedade entre Delgatti e Robinho Segundo o artigo do jornalista Magno José no site BNLData, a ideia partiu do próprio Robinho. Delgatti, por sua vez, teria assumido a função técnica do plano. Os dois estariam articulando os detalhes durante o banho de sol, ainda que permaneçam em celas separadas. A aposta seria lançada assim que ambos conquistassem progressão de regime — o que, em tese, permitiria atuação empresarial legal. A estratégia comercial é surreal e pragmática: Robinho emprestaria a imagem (mesmo que manchada), enquanto Delgatti cuidaria do sistema. A “fama de craque” e a “expertise em TI” como base de um empreendimento que, ironicamente, exigirá certificações, medidas antifraude e padrões rigorosos de integridade. Coisas que, na prática, nenhum dos dois parceiros demonstrou ter. Detalhes operacionais: há espaço para essa operação? Sob o regime atual da Lei nº 14.790/2023 e das portarias complementares do Ministério da Fazenda, uma plataforma de apostas só pode operar legalmente no Brasil após obter autorização formal da SPA/MF — que exige, entre outras coisas: Certificação de plataforma por entidade acreditada (Portaria 722/2024) Cumprimento das normas de Jogo Responsável (Portaria 1.231/2024) Sistemas de prevenção à lavagem de dinheiro (Portaria 827/2024) Proibição de titulares com antecedentes criminais relacionados a fraude, corrupção, lavagem ou crimes hediondos Ou seja: mesmo que