Bolão da Cadeia: quem vai ser o primeiro influenciador a cair?
Deolane foi o primeiro rosto. O próximo já está na mira. Porque quando o sistema quer punição, a justiça é apenas um detalhe.
O sistema precisa de um bode expiatório. E ele vai aparecer.
Não importa se a pessoa agiu com dolo, se operou com base legal ou se estava apenas fazendo publicidade. A engrenagem institucional, midiática e política está girando em direção a um desfecho público.
E esse desfecho vai exigir um nome. Um rosto. Um culpado.
O povo tem sede de sangue. E o sistema precisa oferecer um sacrifício.
A CPI das Bets não quer apenas investigar. Ela precisa entregar.
Com dezenas de nomes citados, requerimentos sendo aprovados em série e influenciadores sendo convocados sob a pecha de "sócios ocultos", a CPI das Bets já passou do estágio de coleta e entrou na fase do julgamento informal.
A opinião pública está moldada. A narrativa está pronta. Falta agora o desfecho.
A gente estima que até o fim do ano, alguém vai cair. A questão não é mais se, é quem.
Alguns dos maiores nomes de influenciador na mira
A menção aos nomes abaixo não implica culpa ou envolvimento direto em ilícitos. Trata-se de influenciadores que já foram citados em depoimentos, requerimentos parlamentares ou reportagens relacionadas à CPI das Bets.
Jon Vlogs (Luan Kovarik) – Criador da Jon.Bet, ex-parceiro da Blaze, convocado como investigado pela CPI. Ausente em depoimento, alvo de pedido de condução coercitiva.
Viih Tube – Participou de campanhas para a Blaze e aparece em materiais promocionais com chamadas emotivas. Ainda não convocada, mas já mencionada por parlamentares.
Mel Maia – Apareceu em vídeos promocionais da Blaze. Envolvimento foi criticado por associações civis.
Carlinhos Maia – Participou de campanhas promocionais ligadas ao setor, frequentemente citado em publicações de influenciadores e campanhas massivas de divulgação. Ainda não foi formalmente convocado, mas seu nome já circula nos bastidores da CPI.
Neymar Jr. – Estampou a Blaze em seus canais, é associado a um dos maiores contratos publicitários do setor.
Pablo Marçal – Influentador e político, envolvido com figuras próximas à promoção de plataformas.
Tirullipa – Convocado para a CPI. Tentou desvincular imagem da operação de influência, mas segue na mira.
Virginia Fonseca – Depôs na CPI. Disse não se arrepender de divulgar plataformas e alegou não ser responsável por perdas dos seguidores.
Não é sobre justiça. É sobre espetáculo. A CPI das Bets tem funcionado como um tribunal público, onde o que menos importa é a estrutura legal dos contratos ou o cumprimento de obrigações fiscais.
O que se busca é o simbolismo: um rosto para dizer que o Senado agiu.