A crise fiscal pode colapsar o setor legalizado: parte 2

Em menos de uma semana, o temor se confirmou: o governo federal está, de fato, considerando aumentar a carga tributária sobre o setor de apostas regulado como forma de compensar perdas arrecadatórias com o IOF. A informação, que veio pelo portal Yogonet na manhã de terça-feira (3), acendeu o alerta vermelho entre operadores, especialistas e entidades representativas. Este artigo é a continuação direta da análise publicada na semana passada pelo Portal Fred Azevedo, quando comentamos as declarações de Aloizio Mercadante, presidente do BNDES, que propôs elevar os tributos das “bets” para amenizar o impacto da revogação parcial do Decreto nº 12.466/2025 — que aumentava o IOF sobre remessas internacionais. Agora, a especulação virou articulação. E a resposta do setor veio em bloco. Recap No artigo "Quando o populismo fiscal mira errado: Mercadante, IOF e o bode expiatório das bets", mostramos como Mercadante utilizou o setor de apostas como bode expiatório para cobrir um rombo orçamentário. Disfarçada de política pública, a proposta ignorava que o setor já arrecadou mais de R$ 750 milhões em poucos meses, e que cada operadora pagou R$ 30 milhões de outorga só para iniciar suas atividades. O artigo também alertava que taxar ainda mais o setor puniria quem opera legalmente e premiaria a pirataria, criando incentivos perversos num mercado ainda em fase de consolidação. O que há de novo: aumento real à vista Fontes próximas à equipe econômica confirmaram que o governo estuda elevar a alíquota sobre os ganhos dos jogadores de cassino, atualmente em 15%, para algo próximo ao que já é aplicado nas loterias federais: 30%. Ao mesmo tempo, o setor de apostas enfrenta uma reforma tributária que inclui: CBS e IBS, em substituição a PIS/Cofins e ISS; Imposto Seletivo ainda sem alíquota definida; Fiscalização e taxas mensais que chegam a R$ 2 milhões por operador. Com isso, a carga fiscal pode se aproximar de 50%. O posicionamento do setor: “injustificável” As principais a